"De fato, a perversidade do ímpio, que embora se debata furiosamente não consegue se livrar do temor de Deus, é testemunho abundante de sua convicção de que há um Deus, essa convicção é inata a todos e fixada profundamente em nós, como se estivesse na nossa essência… Disso nós concluímos que isso não é uma doutrina que deve ser primeiro aprendida no colégio, mas uma que cada um de nós traz desde o ventre materno e que a natureza não permite com que esqueçamos."
Sandro Vasconcelos (31 anos), ex-seminarista e físico bacharel. Cientista ou religioso? Nem um nem outro.
Acredita na ciência como forma de explicar fenômenos naturais, mas dispensa esta ferramenta no que concerne ao íntimo do homem. Sua visão é de que os sentimentos humanos devem ser tratados em outro departamento, a saber, o espiritual. Crê piamente que o Amor é capaz de resgatar nosso relacionamento com Deus e com o próximo, fazendo-nos compreender com plenitude, angústias e alegrias.
"Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer. Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa."
João 15.15-20
6.2.09
Cientificismo
"A ciência é fundamentalista. Intolerante. Permeia seu discurso o racismo às outras formas de conhecimento. Conveniente difamar o senso comum e demonizar a religião (e a filosofia, e a arte...). A fogueira científica tem queimado seus antigos mestres. A inquisição acadêmica perscruta seus discípulos e expurga deles qualquer linguagem que fuja à especialização dos mais iniciados.
E a ciência não é também o senso comum, porém refinado? E seu objetivo não é produzir senso comum? E o senso comum já não está em dialética com a ciência, incorporando seu palavreado e conceitos e devolvendo num alcance médio (que seria o trocando em miúdo, talvez...).
A ciência ocupou o Olimpo, tem a visão privilegiada das coisas, julgou e condenou a concorrência. A ciência tem vocação totalitária. Ela ilumina (omnilux), mas a luz cega também. E o Olimpo é um mito...
A ciência não sabe fazer amor com o mundo. Ela castra!"